Prêmio Nobel e Curitiba sem miséria

O mundo conheceu hoje (9 de outubro) o ganhador do Prêmio Nobel da Paz. O respeitável prêmio foi concedido à ONU por seu Programa Mundial de Alimentos.

Esta edição tem dois aspectos de extrema importância. Primeiro a iniciativa de combater a fome no mundo. E combater a fome, aqui se refere não apenas às estratégias de distribuição de alimentos, mas também à prevenção da perversidade que é o uso da fome de milhares como arma de guerra, conflitos e planos de poder. Em segundo lugar, desmascara quem ataca a Organização das Nações Unidas, tentando tirar sua importância ou legitimidade para impor seus extremismos que não levam em conta vários aspectos de acordos internacionais, principalmente os que têm relação com os Direitos Humanos.  

Para se ter uma ideia do trabalho do tamanho do Programa Mundial de Alimentos e de seu impacto no mundo, o projeto conseguiu atender 86,7 milhões de pessoas de vários países. Populações inteiras que foram atingidas por guerras, desastres naturais ou que passavam fome por causa da maneira como são governadas conseguiram sobreviver por causa da doação, acordos e intermediação do programa vencedor do Nobel.

Aqui em Curitiba, nos acostumamos a conviver com a pobreza e com a miséria como se fossem assuntos descolados da realidade da cidade. Mas não é bem assim. E não é mesmo! A Covid-19 revelou isso. Há muita gente sendo negligenciada por causa da pandemia em Curitiba. Quase ninguém fala sobre isso. Não fossem entidades e associações solidárias que se encarregam de ajudar a população, muitas famílias estariam na miséria absoluta. Completamente à margem do poder público, essas pessoas foram abandonadas, saíram da (ou nunca estiveram) pauta de discussão, que hoje se estabelece entre a Prefeitura e grandes empresários do transporte público, dos shoppings e de outros setores.  

O tema da fome foi um dos primeiros que pensei em meu Plano de Governo*. A explicação para isso é óbvia: uma cidade não pode ser boa para seus cidadãos se há fome, se há miséria. O conjunto da nossa sociedade não pode permitir que haja uma diferença tão grande entre classes sociais que permita que um lado passe fome, que não tenha o direito básico ao alimento.

Fico feliz com o prêmio dado à Organização das Nações Unidas, especialmente porque o meu Plano de Governo foi alinhado com a Agenda 2030 da ONU, que entre outras coisas considera os objetivos do milênio que tem como primeiro item acabar com a extrema pobreza e a fome.

Faz parte da nossa Rede de Proteção Social** várias ações para solucionarmos os inúmeros desequilíbrios que existem na cidade. Essas ações têm que caminhar juntas e interligadas, o que significa dizer que acabar com a miséria não é apenas garantir alimento, mas é também prover educação de qualidade, combater a violência, promover a igualdade, garantir saúde, estabelecer condições para o desenvolvimento individual dos cidadãos e de forma coletiva.

Curitiba pode e merece mais do que temos hoje.  

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